quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Foto Novela


A fotonovela teve início na década de 40 na Itália , motivada pelo crescimento e a popularização do cinema e da fama dos atores , como o ator Tony Kendall .Como o publico do cinema era restrito e a televisão tinha uma limitada difusão, avia um aperfeiçoamento técnico da fotografia, são fatores muito importantes para o inicio da fotonovela.


Os iniciantes a fazerem a fotonovela na Itália foram Stefano Reda e Damiano Damiani , que publicavam em revistas algumas adaptações de filmes de sucesso, (o chamado cine-romance que adaptou, “O Conde de Monte Cristo”, “O Monte dos Vendavais” e “A Dama das Camélias”).Como o neo- realismo estava em aceitação na Itália as temáticas das fotonovelas era o quotidiano , temáticas urbanas e realistas.

Mais tarde a fotonovela fica independente do cinema e caracteriza pelas suas intrigas sentimentais, os personagens são estereotipados , ou seja os bonzinhos sempre serão bons com uma vida muito sofrida e amores impossíveis , já os malvados sempre serão mal até o fim da historia e ao final sofrem as conseqüências das suas maldades.Os temas das historias variam entre problemas sociais , afetivos, a marginalidade, e etc.


O público das fotonovelas no início eram femininos e culturalmente pouco exigente, não tinham uma formação boa e eram de um poder econômico baixo.As revistas tinham como objetivo transmitir princípios éticos , morais e sociais concordantes com o sistema de valores dominantes através da integração da mulher na sociedade.

A fotonovela surge na França em 1949 e logo se expande para Luxemburgo e Bélgica , na Espanha surge nos finais dos anos 60, com um publico muito extenso, mais tarde aparece na América Latina e na África do Norte.

A narrativa usada na fotonovela é muito semelhante a da historia em quadrinhos, cada imagem apresenta um plano da ação acompanhado de um texto, que reproduz o que as personagens estão falando, também funcionando como legenda, o encadeamento da ação é lógico e cronológico, utilizando muitas vezes de elipse.A historia é muitas vezes arrastada por vários números de revistas, o que aproximava a fotonovela do romance-folhetim e do folhetim radiofônico.

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