quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Genero: Documentário - Liguagem Audiovisual


François Truffaut morreu em 1984 de câncer no cérebro. O mundo perdia um dos criadores da Nouvelle Vague, além de diretor, crítico, ator e produtor. Sua infância, em nenhum momento , demonstrava o que ele se tornaria ao crescer. Sendo praticamente um deliquente juvenil, Truffaut passou por várias instituições de menores infratores.

Parte de sua infância esta retratada em seu primeiro longa-metragem: Les Quatre Cents Coups (Os Incompreendidos). Após estas dificuldades da infância, Truffaut conheceu Andre Bazin que seria seu grande mentor e “padrinho”, aconselhou-o para ver três filmes por dia e ler três livros por semana.

Nessa mesma época, Cahiers du Cinema, revista criada por Bazin, admitiu Truffaut como crítico. A revista também contava com Claude Chabrol, Jean-Luc Godard e Eric Rohmer. Grande parte dessas pessoas se tornariam idealizadoras da “Nouvelle Vague” que defendia o cinema de autor.
Com “Os Incompreendidos”, Truffaut conseguiu grande visibilidade, principalmente com a exibição do filme em Cannes.

Ele faria ainda outros três filmes sobre o seu alter ego Antoine Doinel, sempre interpretado por Jean-Pierre Léaud; “Beijos Proibidos”, “Domicilio Conjugal” e “O Amor em Fuga”. Adaptou duas obras literárias para o cinema: “Fahrenheit 451” e “Jules e Jim”, protagonizado por Jeanne Moreau; além de ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro pela “A Noite Americana”.

Apesar da infância difícil, François Truffaut tornou-se um dos diretores de cinema mais ascendentes de sua época e indispensável para qualquer fã de cinema ainda nos dias de hoje.

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